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A gastronomia de uma região é sempre fruto de um determinado ambiente natural e da cultura própria das comunidades que a habitam e foi sendo caldeada, no decurso dos séculos, pelos recursos disponíveis, pelas necessidades da população e pelas práticas ancestrais de cada sociedade.
As grandes mudanças sociais implicam, por sua vez, alterações profundas nos hábitos e práticas diárias e a gastronomia não foge a esta regra geral das sociedades humanas. As sociedades modernas, nomeadamente a partir das últimas décadas do século passado, são sociedades altamente competitivas, que se movimentam a um ritmo frenético, em que o homem parece estar numa permanente luta contra o tempo.
Consequência natural destas transformações sociais, a nível da alimentação, são as várias soluções encontradas, entretanto, pelo homem, com o fito de gastar o menos tempo possível a alimentar-se, recorrendo a soluções várias, desde o “comer em pé” ou o “comer qualquer coisa”, sentado a um balcão ou a uma mesa de café, até à opção pela compra de refeições pré-cozinhadas, fabricadas em série, práticas e rápidas, que basta aquecer num forno eléctrico ou no micro-ondas.
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